Saturday, June 03, 2006

Os Heróis e seus RPGs...

Acredito que alguns freqüentadores deste muquifo sabem que eu sou um tradutor de livros de RPG e já traduzi coisas como Star Wars D20 (manual básico) e o todo poderoso Mutants and Masterminds, que é considerado por muitos como o melhor sistema genérico para aventuras com Super Heróis.

Os nossos queridos personagens que adoram usar cueca por cima da calça (eu acho que existe algum segredo universal por trás deste fato) já estão no mercado dos RPGs há muito tempo e, as tentativas de adaptar seu universo que foge as regras da “normalidade” foram muitas. No passado, os livros eram presos as infinitas tabelas (coisa totalmente influenciada pelo clássico máximo AD&D) e, o exemplo maior disso no campo dos Supers foi com certeza o clássico Champions. Bom sistema que sofria o mal de quase TODOS os RPGs da década da decadência: tabelas em excesso para qualquer coisa. Quer peidar? Consulte a tabela 22.462 e jogue 28D10 (dados de 10 lados, para quem não entende do riscado).

O tempo passou e, a TSR lança seu Marvel Super Heroes Adventure Game. Na caixa básica (eu tenho!!) eram apresentadas regras (lotadas de tabelas!) para jogar com os personagens da Casa das Idéias. O jogo vingou, mesmo possuindo regras um tanto quanto absurdas e definições mais estranhas ainda (a medida de força, por exemplo, tinha coisas como fantástica, miraculosa, maravilhosa e “marvelous”. Vai tentar entender isso...). Claro que, com o sucesso enorme do jogo, a Distinta Concorrente iria lançar as suas cartas e, acabou por fazer algo até então impossível na eterna guerra contra a Casa das Idéias: vencer. Para quem não sabe, a DC sempre perdeu para a Marvel em numero de vendas nos anos 80 e 90. Só com a chegada do novo milênio que as coisas mudaram.



Um exemplo de planilha do clássico



O DC Heroes foi durante muitos anos o melhor RPG de heróis que já existiu. Assim como o da concorrente, ele além de trazer personagens prontos da editora, também apresentava regras para criar seus próprios heróis ou adaptar os da editora. Nos EUA, os jogadores preferem criar seus heróis e colocarem eles nos universos já existentes para interagirem com os personagens famosos, como os Vingadores ou a Liga da Justiça.

O DC Heroes sanava um grandioso problema nos RPGs de heróis: como calcular a força do Super Homem perante a força do Batman? Medida simples e eficiente: cada valor vale duas vezes mais que o anterior. Então, uma pessoa que tenha uma pontuação 8 no atributo força é 128 vezes mais forte do que alguém que possua força 1. então, ao invés de colocar um valor de 12154654846468423168754164684687651968468468 no atributo força do Superman, você coloca o numero 25 (no livro mostra exatamente quanto vale este valor, mas nem me perguntem isso porque eu não lembro de cabeça).

Nasceu perfeito


Durante muitos anos (aproximadamente uns 10) estes foram os “grandões”. Todos jogavam estes dois. Sempre aparecia este ou aquele jogador e falava coisa do tipo “eu odeio estes dois, são politizados demais” só para ser “cult”, mas a verdade é uma só: eles foram durante muito tempo os melhores.

Os anos 90 foram uma grande merda em muitos sentidos e, tanto na industria das HQs como nas HQs, as coisa foram um tanto confusas. A DC lançou a 3a edição do seu DC Heroes e decidiu que não deveria mexer muito nas coisas. A Marvel arriscou bastante e, junto da TSR, lançou o Marvel Saga RPG.

Este livro gera grandes discussões até hoje. Ele simplesmente abdicava dos dados (que sempre foram a “cara” dos jogos de RPG) e investia em um sistema de cartas, que já havia sido usado anos antes pelo clássico Ars Mágica. A TSR desenvolveu um sistema próprio baseado em cartas para o Dragonlance 5a Age e, como a Marvel gostou da idéia, decidiu arriscar. O livro prometia sanar outro problema que já durava muitos anos: como realizar uma batalha entre o Hulk e o Demolidor (como na clássica história escrita por Frank Miller)? Pelas regras de pontuação e jogadas baseadas em tabelas, era praticamente impossível. A promessa era boa, mas na hora do “vamos ver”, as coisas eram um pouco diferentes. Resumindo: se você tivesse uma boa mão de cartas, tudo certo. Senão, você era obrigado a passar poor situações bem difíceis. E mais um detalhe: nos jogos de RPG sempre foi regra os “pontos de vida”, que medem quantas porradas na cara seu personagem agüenta levar antes de desmaiar (ou morrer). Isso era feito sem afetar jogadas (geralmente) ou o desempenho do personagem. No sistema de cartas, você perdia cartas conforme perdia “sangue”. É uma maneira realista e plausível, afinal, quando você perde um braço você não consegue jogar vôlei da mesma maneira, não é mesmo? Mas o fator sorte contava mais do que qualquer coisa neste sistema. Vingou e não vingou ao mesmo tempo. Conseguiu uma parcela de fãs e outra de difamadores na mesma quantidade. Eu em encaixo na 1a categoria.

Com a chegada do novo milênio (e nada do anticristo ter aparecido...), ambas empresas decidem arriscar novamente. A DC vem com um sistema baseado em dados de seis lados (D6) com pinturas representando os números e, esse eu nem quero comentar porque é uma verdadeira MERDA. A DC que sempre foi imbatível e a melhor no campo dos RPGs, meio que jogou a toalha e desistiu da guerra sempre bem disputada com a Marvel.
A Marvel desistiu do Saga System (o das cartas) por dois motivos: a TSR abriu falência (é uma historia enorme que não vou relatar aqui) e o Saga não vingou muito e teve pouquíssimos lançamentos (nota: para quem interessar, este livro foi totalmente traduzido e encontra-se disponível na net, bem fácil de ser encontrado pelo Google). Ela decidiu não realizar mais nenhuma parceria e lançar por conta própria seu RPG: o Marvel Universe RPG.

Marvel Universe RPG: novo clássico?


Eu não compro mais livros de RPG há algum tempo, mas vivo “baixando” alguma coisa para poder me manter antenado e, claro, para poder ter o que ler (ou traduzir). Quando eu baixei o Marvel Universe, eu sinceramente não me empolguei muito. A capa vem com o amigo da vizinhança no traço de Mark Bagley (eu acho que eu sou o único fã deste desenhista no Brasil) e traz uma jogada bem arriscada na sua proposta: o livro teoriza que os heróis, como regra geral, têm completa noção das suas capacidades. Então porque diabos depender da sorte em uma jogada de dados ou de uma boa mão de cartas? O livro traz as estatísticas dos heróis e como criar (ou adaptar) os seus, mas as regras são simples: você possui X pontos para distribuir em Ataque e Defesa. Quando o Ciclope vai disparar uma rajada, ele simplesmente pode colocar todas suas energias no ataque, mas conseqüentemente, nos momentos que virão a seguir, ele estará um pouco mais fraco, ficará tanto com seu ataque e defesa mais fracos. Simples e genial. Ele não precisa depender de uma jogada bem sucedida (sorte) para realizar o que quer. Ele pode simplesmente fazer desta maneira, porque ele é apto para tanto.

O Marvel Universe veio para ficar e já conquistou uma grande legião de fãs. Rola um boato na net de que a DC vai fazer um novo manual básico com as regras do ultra foderoso Mutants and Masterminds. Para quem não conhece o Mutants nd Masterminds, existem trocentos milhões de reviews por ae, mas e você tem preguiça de ler, pega a tradução que fiz aqui ó:

http://www.uploading.com/?get=S3YQSOHK

Meu grande mal de ficar muito tempo sem escrever é que quando eu volto, eu exagero na quantidade de caracteres e, o dono deste muquifo fica reclamando por causa da edição e coisas do gênero... hehehe.

Grande abraço para todos!

Alcofa (que não tem mais Alcofa MilleniuM, não tem mais Boteco do Alcofa, e nem pensa em ressuscitar nenhum dos dois, porque os posts com edição complicada de HQs eu deixo para o Luwig ... hehehe. Escutando a interessante discografia do Opeth, banda de Death Metal Progressivo. Acreditem é bom demais isso aqui!)

Um dia da minha vida...

O banho frio ajuda a colocar as idéias no lugar. No som, está rolando a trilha sonora de um jogo chamado Final Fantasy Tactics, e a mesma é composta unicamente por músicas orquestradas, assim como todas as trilhas da série. Fico por volta de 45 minutos tomando um banho frio. O corpo começa a reclamar um pouco da temperatura, afinal, eu não estou fazendo movimento algum. Fecho os olhos e tapo os ouvidos, para “sentir” a água e o barulho de tempestade que invade a minha mente. Com esse efeito, eu tenho a recordação de uma das batalhas do jogo citado, já que a trilha sonora pode ser escutada bem distante devido ao meu pequeno truque. A batalha envolve seu grupo de personagens no jogo em um campo de batalha sob uma chuva torrencial, em frente a uma igreja. Na verdade, é a primeira batalha do jogo. Fico com vontade de fazer parte daquele mundo. Cavalgar dragões, empunhar espadas e salvar mundos. Lutar contra vilões impossíveis de serem derrotados. Acho que seria legal ser um herói.

Saio do banho enrolado na toalha e, me jogo no sofá e permaneço assim, meio molhado mesmo, por volta de uma hora. Sem fazer absolutamente nada. A trilha sonora acaba por volta de 20 minutos após eu ter deitado e eu permaneço lá, no silencio, ouvindo a minha respiração e escutando os barulhos que vem da rua, lá longe. Olho pela janela e vejo uma bela visão noturna de Sampa. Hoje em dia eu tenho uma visão legal pela minha janela. Quando morava com minha mãe, era só arvores e mais arvores. Uma paisagem que era monótona, porém bonita, mas foi ficando feia com o passar dos anos e a degradação do meu antigo bairro.

Fico feliz por ter saído de lá.

Deixei boas e más lembranças naquele lugar. Boas por que eu vivi uma boa infância lá. Cresci como uma criança deve crescer. Arrumando encrenca, aprontando muito e se divertindo bastante. Minha adolescência foi foda. Recheada de excessos, responsabilidade, crise familiar, drogas e muito álcool. Posso dizer que eu fui batizado no álcool. Isso é fato. Começo da minha fase adulta eu comecei um relacionamento com uma pessoa que, foi a pessoa mais desonesta do mundo comigo. Me roubou, me difamou e, ainda assim, ficou como a “certinha” da história toda. Na verdade, eu to me fodendo pra isso. É passado. Hoje em dia eu não ligo mais para este assunto e tento não remoer mais aquilo tudo. Mas que eu ainda tenho vontade de foder geral com aquele ser, isso eu tenho sim.


A Esquina mais famosa de Sampa


Decido levantar do sofá e colocar uma roupa. Depois de colocar a roupa, me pergunto o que diabos eu vou fazer? Troco de roupa e coloco a minha indumentária para andar de bike. Não gosto de andar de bike à noite. É uma prática cheia de perigos quando é feita de modo solitário. Saio pedalando e vou para o mesmo lugar onde sempre vou parar quando pedalo sem destino: Avenida Paulista. O trânsito lá é algo que gosto de encarar, dá para andar entre os carros numa boa. Bem diferente da 9 de Julho, onde um simples vacilo te manda dessa pra uma melhor. Quanto mais rápido eu pedalo, mais os faróis vão se tornando borrões no meu campo de visão. Andar muito rápido “no corredor” é algo perigoso e extremamente excitante ao mesmo tempo. A sensação de que você pode cair a qualquer momento, e o tesão literal da velocidade é algo que só que faz sabe o que eu quero dizer. Amo andar de bike.

Péssimo lugar para andar, evite a 9 de Julho!


Desço em direção aos Jardins, ando um pouco no Itaim Bibi, vou em direção a Pinheiros e começo a subir a Rebouças em direção a Paulista novamente. Vou ser bem sincero agora: adoro andar nestes locais que citei, mas odeio mesmo a grande maioria do povo que permeia e freqüenta tais lugares. Sim, pode ser um comentário extremamente preconceituoso (e é mesmo), mas a “nata” de Sampa é algo que me enoja. Pessoas fúteis e extremamente egoístas. Gente que não merece nem ao menos este título. Eu sei que não são todos, mas infelizmente é algo real. Vejo isso no meu serviço (eu tenho a infelicidade de trabalhar com gente assim) e vejo nas ruas todo santo dia. As pessoas só faltam chamarem a polícia quando um pedinte se aproxima ou, em alguns casos, chegam até a agressão real (nas minhas andanças noturnas de bike já presenciei tal fato).

Paulistano é uma merda. Na verdade, o ser humano é uma merda.

Volto para casa e no caminho eu dou umas voltas a mais e acabo passando pelo Largo do Arouche. Local recheado de prostitutas, veados (ou viados, bichas, morde fronha, ou qualquer que seja a alcunha para estas pessoas) e tudo o mais que for possível imaginar. Os inferninhos estão por todos os lados. Nada contra essa galera. Eu não simpatizo com eles. Mas também não falto o respeito ou mesmo menosprezo tais pessoas. Eu simplesmente não dou atenção.

Chego em casa, subo com a bike no elevador, guardo a mesma, tiro a roupa que está encharcada de suor. Fico sentado no chão olhando para o teto, mais uma vez no silêncio. Isso algumas vezes é confortante demais, mas em outras situações é algo desesperador. Saber que você não tem ninguém para poder conversar. Nem conexão eu tenho na minha casa (e ainda vai demorar um pouco para arrumar) e, é freqüente esta sensação de solidão, um vazio difícil de ser preenchido. Mais de uma vez, dava aquele momento de vazio, entrava no MSN e começava a papear com quem estivesse por lá.

Visão da Paulista a noite... maravilhosa.


Penso na minha mãe.

Minha mãe foi a melhor mãe que ela conseguiu ser. Ainda é. Ela deu uma criação decente para seus filhos. Ensinou o certo e o errado. Dada a criação e início de vida que ela teve, acho que ela fez o seu melhor, para poder fazer com que seus filhos se tornassem pessoas decentes. Ela conseguiu em partes. Deu muita porrada (em mim principalmente, por causa da minha infância, como eu escrevi lá em cima), xingou, defendeu, chorou e até mesmo tentou fazer besteiras consigo própria, por causa do meu pai...

Meu pai foi meu ídolo durante muitos anos. Hoje em dia eu nem ao menos sei quem ou o que ele é. Ele me ensinou o certo e o errado. Ensinou-me o que é ser homem de verdade, os conceitos que constituem um bom caráter, mas, desde que terminou seu casamento com minha mãe (já faz 13 anos), ele se perdeu. Hoje em dia eu prefiro pensar no meu pai como eu me lembro dele, e não no que ele se tornou (ou talvez sempre tenha sido, só mascarava tal faceta de sua personalidade).

Meu irmão é um cara complemente distante. Acho que ele nem mesmo vive neste plano de realidade. Do jeito dele, ele é o cara mais complexo psicologicamente que existe e, ao mesmo tempo, consegue ser uma pessoa ultra-simples de entender. Complicado né? Ele é uma das melhores pessoas que conheço, em termos de bondade. O único problema é que ele não consegue demonstrar isso com a própria família. Mas eu não o julgo.

Minha irmã é só uma faceta do meu pai. Exatamente igual. E eu acho perda de tempo falar sobre ela.

Noto que a minha família é mais conturbada do que eu gostaria que fosse ou, de admitir. Meus pais nunca viveram uma história de amor. Meus irmãos nunca foram presentes. Hoje em dia eu tenho uma relação mais próxima com meu irmão, mas não é nada do tipo: nos abraçamos quando nos vemos, falamos sobre nossas vidas e problemas, ou qualquer coisa do gênero. Mas lá no fundo eu gosto bastante dele.

Quando termino a minha viagem interior, noto que já são mais de duas e meia da manhã. Eu levanto as seis da manhã, porque vou de bike pro trampo agora. Vou tomar um banho novamente, mas este é morno e bem rápido, completamente diferente do anterior. Tento dormir, mas a droga do sono não vem. Ao longe eu escuto uma galera dando muita risada. Devem estar em algum bar, dando boas gargalhadas de qualquer bobagem, e com o auxílio do álcool, isso é ainda mais fácil de fazer.

Vendo isso, eu lembro da época em que eu bebia até beirar o estado de coma alcoólico. Eu já fiz isso muitas e muitas vezes, infelizmente. Ao pensar nisso, estranhamente vem a musica Master of Puppets, do Metallica, na minha cabeça. Tento fazer a relação da letra com a minha vida vejo mais coincidências e semelhanças do que eu gostaria de admitir. Hoje em dia eu topo sair para tomar a “brejinha” com algumas pessoas, mas isso está se tornando algo tão raro que, eu acho que quando for beber de verdade, vou ficar para lá de Bagdá.

Hhehehe


Decido desligar o pc e encerrar este texto por aqui. Penso numa conversa que tive com um amigo um tempo atrás. Ele disse para eu procurar um psicólogo, porque eu devo estar entrando em depressão. Quando eu penso nessa palavra, eu vejo a imagem de uma pessoa que não tem forças para lutar contra algo e que não acredita em mais nada. E eu não sou isso. Eu luto até o fim. Eu não desisto. Eu não abaixo a porra da cabeça para absolutamente nada nesta vida. Eu acho que, se meu destino é dar cabeçada até acertar algo, é isso que eu vou fazer, mas ficar chorando por causa de algo, me lamentando e achando que eu sou a maior merda da face da terra, isso é algo que eu não vou deixar acontecer. Cada pessoa encara uma situação difícil de maneira diferente. Eu não estou caçoando ou menosprezando o sentimento de ninguém. Mas eu vejo assim. Não sou uma pessoa adequada para dar conselhos para tirar alguém da fossa, porque, eu sou grosso desse jeito ae mesmo, que me descrevi agora. Se você está chorando na minha frente, eu falo para ter calma que logo passa, mas se começar a derramar rios de lágrimas, eu mando é parar de chorar igual a um bebê, porque isso não resolve é porra nenhuma!

To numa fase difícil da minha vida, infelizmente. Um monte de problemas pessoais que eu não quero descrever aqui. Acho que este texto serve como um desabafo e nada mais. Não estou filosofando e nem criando um ponto de vista a ser pensado sobre algo. Só estou “conversando” com meus amigos da net. Nada mais. Se alguém vai comentar ou não, sinceramente eu também não me importo muito mais com isso. Teve uma época em que eu adorava ser uma “estrela” de blog. Dia desses eu digitei no Google (sempre ele) “Alcofa MilleniuM” e vi o tanto de comentários de várias pessoas a respeito do blog e o que era realizado lá, tanto na parte de scans quanto em qualquer outra coisa que envolvesse o lance de compartilhar. E foi impressionante a quantidade de elogios a meu respeito. Meu muito obrigado a todos que escreveram tais linhas. Como eu disse, hoje o blog funciona mais como uma válvula de escape, de alguém que sente necessidade em escrever, de se expressar, de comentar e, acima de tudo, de se fazer entender. Já disse isso mais de uma vez e ainda vou repetir mais algumas outras: com o blog eu conheci muitas pessoas (não quero citar ninguém para não ser injusto) e todas elas foram pessoas legais de verdade, seja com comentários positivos, seja críticas ao que eu fazia, seja apoio, ou até mesmo mostrando a verdadeira personalidade e caráter de pessoas do meu convívio “real”. A todos vocês (e vocês sabem quem são e não são poucos): você são mega fodônicos pra caralho!

Um grande abraço a todos e até o próximo post por aqui, pois eu enterrei qualquer blog que levasse meu nome. Como já disse, não tenho mais tesão na coisa toda, mas de vez em quando dá uma vontade de escrever algo. E quando o faço tento fazer bem feito.

Alcofa (que agora começou a ficar com sono, pensando nas musicas do álbum Rebel meets Rebel... (puta som legal e original) porque o som está desligado há um bom tempo)

A merda ainda fede...

É foda. Eu já escrevi uma quinhentas vezes no mínimo que não ia mais voltar com o blog e coisa e tal. Problema é que eu realmente não tenho mais o mesmo feeling de antes. Isso é fato. Eu comecei como o Alcofa, o cara que ficou conhecido por usar a expressão para lá de escrachada "Mega Fodonico" (sem acento). Depois d eum tempo, fiquei famoso pelos scans que fazia (só clássicos). Depois, por uns reviews classudos sobre Heavy Metal (hei! eu recebi até email do pessoal da Roadie Crew e, não pela qualidade do texto em si, mas pelo feeling do mesmo). Depois eu comecei a ficar famoso judicialmente (sabiam que rolou um processo por causa do Alcofa MilleniuM???? Um dia eu conto isso aqui). Ae, eu cansei de tudo aquilo.

Parei.

Depois de um tempo, criei o Boteco do Alcofa. Não vingou. Ele não tinha o charme do anterior. Na verdade, eu acho que jamais vou conseguir repetir aquele feito.

Parei com este também.

Hoje em dia, eu sou colaborador do Pulse, aquela merda que o Luwig comanda (ele já parou mais vezes que eu, então eu tenho desconto por isso). gosto de escrever lá, mas o cara é sentimental demais e autoritário demais nas edições dos posts.

Também to tentando aos poucos virar um uploader de Heavy Metal , e volta e meia contribuo com os fodásticos Espírito Publico (do Doggma, que um dia eun espero poder tomar uma berja com este cara) e o Brutal Blog (eu gosto de som podreira!!). Vamos ver até quando vai.

Por isso, eu sinto falta dos meus posts escrachados e coisa e tal. Decidi começar de novo e tentar fazer algo nos moldes do Alcofa MilleniuM. Não pelo layout do blog ou coisa assim, mas sim pela maneira desencadanada de fazer coisas que acabem agradando.

Vamos ver no que dá...


Alcofa (que acha que este blog TAMBÉM vai encontrar seu fim ... escutando Facelift, Alice in Chains... primeirão sempre é clássico!)