Tuesday, August 15, 2006

Cancelamento é foda...

Não é a primeira vez, nem será a ultima. Metallica cancelou. Testament cancelou (neste caso eu fiquei com ódio). Tantas outras cancelaram. Mas em 2006 eu estava brincando há vários meses com o dia 14 de outubro, o dia em que eu veria o Zakk “fuck’n” Wylde ao vivo. O dia em que eu veria a melhor banda de metal (na minha opinião) da atualidade ao vivo. O dia em que eu cantaria Funeral Bell até explodir as minhas cordas vocais. O dia em que eu ficaria completamente “high”, “stoned” e “drunked”. O dia em que eu veria o quanto o meu sistema nervoso agüenta em termos de substancias nocivas ao mesmo. O dia em que... Deixa pra lá.

Não foi desta vez.

Acho que nem dá para ficar com raiva do Zakk. Ele é um puta compositor, musico e produtor. Além de ser um cara gente boa bagarai, pelo que dá para sentir pelas entrevistas. O cara lança um álbum por ano desde 1999! E um melhor que o outro! Ta certo que o Máfia não foi “aquele” álbum, mas ainda assim foi fodástico. Pior: depois do estrondoso sucesso do mega fodonico Hangover Music Vol VI, ele ainda soltou que faria um outro álbum do gênero daqui a alguns anos.

Dá para ficar com raiva do cara? Sinceramente não. Ta certo que o Live and Louder 2006 ainda vai ter nomes de peso, como o Nevermore, que está numa fase fantástica. Mas eu queria mesmo era ver o BLS.

Stoned and Drunked

Sempre que um show é cancelado, todos ficam putos. Isso é fato. Problema é que esta merda gigantesca que é o nosso país (nem tentem me convencer de ter orgulho de ser brasileiro...) já é carente de shows realmente bons e, quando estes são agendados, rola este tipo de coisa. Muita gente pode falar coisas do tipo “os caras não estão nem aí para isso”, mas se forem ver por este lado, muita banda que diz “amar” o país é farinha do mesmo saco, e é claro que eu estou me referindo ao Manowar, que já disse mais de uma vez que está complicado “em termos financeiros” vir ao Brasil. Pelo menos são sinceros. Claro que tem esta ou aquela banda que vem a troco de banana, mas são poucas. O único caso em que me vem a cabeça é o do Exodus, onde o Zetro saiu da banda, tudo saiu dos eixos, mas ainda assim os caras fizeram apresentações não remuneradas. Isso é postura, amor à causa. Ponto para os caras.

Pisou na bola... mas ainda é foda!


Mas tem aquela galera que diz que banda x-y-z só faz as coisas por dinheiro. Vejamos: você trabalha de graça? Eu não. Não estou falando de soltar um trabalho comercial, fugindo de todas as suas raízes. Este tipo de coisa eu até concordo. Mas o fato de cobrar 100 paus em um ingresso, ae eu não concordo. Uma banda não é somente composta pelos músicos, é toda uma equipe e uma série de gastos. Não, eu não tenho 100 paus para ir ao show que bem entender e quando quiser. Provavelmente eu nem vou no show do Slayer por este motivo. É foda, mas é verdade. Fazer o que? acho que só vou mesmo se rolar um cortesia, como aconteceu no show do Helloween, o qual eu não curto nem um pouco...

Cancelar é foda sim, mas quando é pelo motivo certo, ae tudo bem.

Alcofa (que ainda tem esperanças de ver o BLS no Brasil... um dia... escutando algo do In Flames quando era bom, e não essa porra estranha que virou hoje em dia)

Caçar é Legal??

O ato de caçar, em vários países, é algo extremante difundido e até aceito por grande parte da população. Os EUA são um dos países que expandiram tal prática e, são os reis da coisa, ou pelo menos os que tem orgulho de falar sobre isso. Claro: os caras já fazem isso há muito tempo. Leiam qualquer livro de história americana, que tenha enfoque na história dos índios e não nas lendas pomposas do velho oeste, e você terá uma vaga idéia do que quero falar. Até hoje vários índios dizem: se o búfalo acabou, foi por causa do homem branco.

Volta e meia nós nos deparamos com alguma notícia sobre algum astro do metal/rock estar envolvido com este tipo de coisa. Problema é que este tipo de coisa pode até ser bem vista nos EUA, onde o esporte (?) é bem visto, mas em vários outros locais, isso é chamado de carnificina com toques de crueldade.

A bola da vez foi Eric Adams. Sim, eu sei, não é nada recente. Já tivemos os casos de James Hetfield (que alega com orgulho gostar do “esporte” e, chegou a dizer o seguinte absurdo: “Depois de derrubar um alce, eu tava com vontade e, você sabe, montei nele e...”.) Pootz, eu sempre fui fã do Hetfield, mas soltar uma dessas é foda... Outro célebre caçador é o famoso Ted Nugent, que até escreve sobre o assunto em uma revista. Ele também fala coisas sobre “libertar o espírito selvagem que há dentro de nós”. Já Eric Adams (para quem não sabe, o vocal do Manowar) chegou ao ponto de gravar um DVD com suas caçadas, alegando que as pessoas tem que conhecer melhor tal “esporte”.


O cara se deu mal também com esta publicidade


Claro que ele foi (e ainda está sendo) criticado mundialmente.

Várias foram às entrevistas com ele se defendendo, se explicando e tentando dar uma causa justa para seu “esporte”. Quase todas sem sucesso. Mesmo provando que o animal morto (pelo menos no seu caso) é doado para uma instituição de caridade, ainda assim ele ficou com seu prestigio abalado entre vários fãs mundiais.

A minha opinião?


O idiota-mor, dono de um talento sem igual, com um péssimo hábito


Quando era criança lá em Barbacena (hehehe), costumava caçar “Preá” com meu avô. Alguém sabe o que é? Enfim, nós caçávamos até conseguirmos uns três ou quatro. Depois voltávamos para a fazenda, ele me ensinava e ajudava a limpar os bichos em todas as fases, desde arrancar a pela até fazer os cortes, que não eram muitos, dado o tamanho do bicho. Sim, eu já “matei por esporte”, mas era algo que eu fiz na infância e, foi mais para passar um tempo com o meu “grand velho” do que pelo prazer. Claro que eu achava legal! Eu assistia comandos em ação e outras coisas recheadas de tiro para todo lado. Mas o meu avo me ensinou uma coisa: só mate o que você vai comer. Pelo prazer, jamais. Meu avo nasceu, criou-se e morreu na roça. Era um homem do campo, da natureza. Morreu devido a uma picada de cobra que, na época não foi devidamente tratada e, acabou por detonar com ele no decorrer dos anos. Hoje em dia, se você me pedisse para repetir o feito, eu não faria. Adoro animais. Todos eles. Como carne vermelha, mas acho que não teria o culhão necessário para matar um bicho e me alimentar dele. Se fosse algo REALMENTE necessário, ae sim, eu faria sem remorso. Problema é que eu não preciso. Sou fruto da civilização e, ao meu ver, caçar nos dias de hoje, é algo com requintes de crueldade. Caçar para se alimentar, tudo bem. Agora caçar para SE DIVERTIR e depois se alimentar, realmente não é algo do meu agrado.
Problema é que, ao meu ver, estas pessoas goram expostas ao mesmo tipo de experiência que eu: com os avós ou pais. Eles passaram isso para frente. Algo que um dia foi necessário (em um passo distante, que fique claro) tornou-se algo pomposo, legal, selvagem, por assim dizer. Eu sou contra. Não sou um ativista, muito menos simpatizante de organizações como o Green Peace (nada contra eles, acho lindo o que fazem, só que eu não o faria), mas acho um verdadeiro absurdo este tipo de coisa. Ainda mais ter orgulho da mesma.


O comentado DVD


Os animais caçam porque isso faz parte de suas naturezas. Eles precisam disso para se alimentar. Quer sentir-se “selvagem!? Assista o National Geographic, porra! Lá você entende o que é ser selvagem. Lá é de igual para igual, a lei do mais forte. No mundo dos humanos, é a lei da ignorância, da carnificina desenfreada que está acabando com nossos animais, seja por puro prazer, por um comércio idiota de animais silvestres (porém lucrativo para quem o faz) ou qualquer que seja o outro motivo absurdo.

O ser humano é a maior merda que existe. Deus criou o mundo perfeito, e nós estamos cagando nele desde o início. Não respeitamos o planeta, não respeitamos a nós mesmos. Sujamos, poluímos e fodemos com tudo, inclusive a nós mesmos. Fazer o que? somos burros temos orgulho disso!

Alcofa (em pura contradição por ter falado mal do cara, estou escutando muito Ted Nugent ... Caralho, to num espírito ’70 muito forte de uns tempos para cá!)