Esclarecimento
Eu voltei com o Alcofa MilleniuM, no endereço www.alcofamillenium.blogspot.com. Portanto, quem gosta de ler as coisas que rabisco, vá lá!
Abraço!
Um blog insano como o dono, tentando ser Mega Fodonico!

O DC Heroes foi durante muitos anos o melhor RPG de heróis que já existiu. Assim como o da concorrente, ele além de trazer personagens prontos da editora, também apresentava regras para criar seus próprios heróis ou adaptar os da editora. Nos EUA, os jogadores preferem criar seus heróis e colocarem eles nos universos já existentes para interagirem com os personagens famosos, como os Vingadores ou a Liga da Justiça.
O DC Heroes sanava um grandioso problema nos RPGs de heróis: como calcular a força do Super Homem perante a força do Batman? Medida simples e eficiente: cada valor vale duas vezes mais que o anterior. Então, uma pessoa que tenha uma pontuação 8 no atributo força é 128 vezes mais forte do que alguém que possua força 1. então, ao invés de colocar um valor de 12154654846468423168754164684687651968468468 no atributo força do Superman, você coloca o numero 25 (no livro mostra exatamente quanto vale este valor, mas nem me perguntem isso porque eu não lembro de cabeça).
Durante muitos anos (aproximadamente uns 10) estes foram os “grandões”. Todos jogavam estes dois. Sempre aparecia este ou aquele jogador e falava coisa do tipo “eu odeio estes dois, são politizados demais” só para ser “cult”, mas a verdade é uma só: eles foram durante muito tempo os melhores.
Os anos 90 foram uma grande merda em muitos sentidos e, tanto na industria das HQs como nas HQs, as coisa foram um tanto confusas. A DC lançou a 3a edição do seu DC Heroes e decidiu que não deveria mexer muito nas coisas. A Marvel arriscou bastante e, junto da TSR, lançou o Marvel Saga RPG.
Este livro gera grandes discussões até hoje. Ele simplesmente abdicava dos dados (que sempre foram a “cara” dos jogos de RPG) e investia em um sistema de cartas, que já havia sido usado anos antes pelo clássico Ars Mágica. A TSR desenvolveu um sistema próprio baseado em cartas para o Dragonlance 5a Age e, como a Marvel gostou da idéia, decidiu arriscar. O livro prometia sanar outro problema que já durava muitos anos: como realizar uma batalha entre o Hulk e o Demolidor (como na clássica história escrita por Frank Miller)? Pelas regras de pontuação e jogadas baseadas em tabelas, era praticamente impossível. A promessa era boa, mas na hora do “vamos ver”, as coisas eram um pouco diferentes. Resumindo: se você tivesse uma boa mão de cartas, tudo certo. Senão, você era obrigado a passar poor situações bem difíceis. E mais um detalhe: nos jogos de RPG sempre foi regra os “pontos de vida”, que medem quantas porradas na cara seu personagem agüenta levar antes de desmaiar (ou morrer). Isso era feito sem afetar jogadas (geralmente) ou o desempenho do personagem. No sistema de cartas, você perdia cartas conforme perdia “sangue”. É uma maneira realista e plausível, afinal, quando você perde um braço você não consegue jogar vôlei da mesma maneira, não é mesmo? Mas o fator sorte contava mais do que qualquer coisa neste sistema. Vingou e não vingou ao mesmo tempo. Conseguiu uma parcela de fãs e outra de difamadores na mesma quantidade. Eu em encaixo na 1a categoria.
Com a chegada do novo milênio (e nada do anticristo ter aparecido...), ambas empresas decidem arriscar novamente. A DC vem com um sistema baseado em dados de seis lados (D6) com pinturas representando os números e, esse eu nem quero comentar porque é uma verdadeira MERDA. A DC que sempre foi imbatível e a melhor no campo dos RPGs, meio que jogou a toalha e desistiu da guerra sempre bem disputada com a Marvel.
A Marvel desistiu do Saga System (o das cartas) por dois motivos: a TSR abriu falência (é uma historia enorme que não vou relatar aqui) e o Saga não vingou muito e teve pouquíssimos lançamentos (nota: para quem interessar, este livro foi totalmente traduzido e encontra-se disponível na net, bem fácil de ser encontrado pelo Google). Ela decidiu não realizar mais nenhuma parceria e lançar por conta própria seu RPG: o Marvel Universe RPG.
Penso na minha mãe.
Minha mãe foi a melhor mãe que ela conseguiu ser. Ainda é. Ela deu uma criação decente para seus filhos. Ensinou o certo e o errado. Dada a criação e início de vida que ela teve, acho que ela fez o seu melhor, para poder fazer com que seus filhos se tornassem pessoas decentes. Ela conseguiu em partes. Deu muita porrada (em mim principalmente, por causa da minha infância, como eu escrevi lá em cima), xingou, defendeu, chorou e até mesmo tentou fazer besteiras consigo própria, por causa do meu pai...
Meu pai foi meu ídolo durante muitos anos. Hoje em dia eu nem ao menos sei quem ou o que ele é. Ele me ensinou o certo e o errado. Ensinou-me o que é ser homem de verdade, os conceitos que constituem um bom caráter, mas, desde que terminou seu casamento com minha mãe (já faz 13 anos), ele se perdeu. Hoje em dia eu prefiro pensar no meu pai como eu me lembro dele, e não no que ele se tornou (ou talvez sempre tenha sido, só mascarava tal faceta de sua personalidade).
Meu irmão é um cara complemente distante. Acho que ele nem mesmo vive neste plano de realidade. Do jeito dele, ele é o cara mais complexo psicologicamente que existe e, ao mesmo tempo, consegue ser uma pessoa ultra-simples de entender. Complicado né? Ele é uma das melhores pessoas que conheço, em termos de bondade. O único problema é que ele não consegue demonstrar isso com a própria família. Mas eu não o julgo.
Minha irmã é só uma faceta do meu pai. Exatamente igual. E eu acho perda de tempo falar sobre ela.
Noto que a minha família é mais conturbada do que eu gostaria que fosse ou, de admitir. Meus pais nunca viveram uma história de amor. Meus irmãos nunca foram presentes. Hoje em dia eu tenho uma relação mais próxima com meu irmão, mas não é nada do tipo: nos abraçamos quando nos vemos, falamos sobre nossas vidas e problemas, ou qualquer coisa do gênero. Mas lá no fundo eu gosto bastante dele.
Quando termino a minha viagem interior, noto que já são mais de duas e meia da manhã. Eu levanto as seis da manhã, porque vou de bike pro trampo agora. Vou tomar um banho novamente, mas este é morno e bem rápido, completamente diferente do anterior. Tento dormir, mas a droga do sono não vem. Ao longe eu escuto uma galera dando muita risada. Devem estar em algum bar, dando boas gargalhadas de qualquer bobagem, e com o auxílio do álcool, isso é ainda mais fácil de fazer.
Vendo isso, eu lembro da época em que eu bebia até beirar o estado de coma alcoólico. Eu já fiz isso muitas e muitas vezes, infelizmente. Ao pensar nisso, estranhamente vem a musica Master of Puppets, do Metallica, na minha cabeça. Tento fazer a relação da letra com a minha vida vejo mais coincidências e semelhanças do que eu gostaria de admitir. Hoje em dia eu topo sair para tomar a “brejinha” com algumas pessoas, mas isso está se tornando algo tão raro que, eu acho que quando for beber de verdade, vou ficar para lá de Bagdá.